Segurança do Trabalho

Pilar S – Segurança do trabalho como parte da gestão

O segundo pilar da nossa série QSMS é a segurança no trabalho.

Você já percebeu
como a busca pela qualidade de vida aumentou nestas últimas décadas
impulsionada, principalmente, pela adesão de novas tecnologias na área da saúde
e bem-estar?

Essas tecnologias
auxiliam no desenvolvimento de novas técnicas para diminuição dos níveis de
estresse, reeducação alimentar, novos alimentos funcionais, remédios
superpotentes, máquinas com capacidade para descobrirem mais doenças em menor
prazo de tempo e outros dispositivos capazes de prolongar a vida.

Seguindo esta
ideia, é muito fácil de entender que a saúde e o bem-estar pessoal dependem
diretamente da qualidade de vida existente também no ambiente de trabalho de
cada cidadão.

Proporcionar um
ambiente sadio, salubre e confortável é dever de cada empregador e direito
para todos os empregados e deveria estar intrínseco na cultura de cada
organização.

Para você é difícil
imaginar um local onde as pessoas que trabalham não possuem banheiros limpos,
acessos seguros para transitar, cheguem limpas e saiam limpas, ou cadeiras
confortáveis para sentar? Infelizmente esta é a realidade de muitos
brasileiros em pleno 2019!

Mais complicado
ainda de entender é como há empregadores que vem esse tipo de necessidade
humana de conforto e respeito como sendo um custo, algo desnecessário e fútil.

Ainda há
funcionários que não entendem a necessidade de utilização da proteção adequada
para a sua função. Para quebrar este paradigma existe a Segurança no Trabalho.

Os pilares da Segurança do Trabalho

A busca pela
melhoria na qualidade de vida no ambiente de trabalho é estudada hoje pela
Segurança do Trabalho e abrange vários profissionais de diferentes ramos, entre
eles Técnico, Enfermeiros, Engenheiros, Médicos, Higienistas e Prevencionistas.

São estes
profissionais os responsáveis por zelar, prevenir, estudar e aplicar na
prática
medidas para eliminar, ou pelo menos diminuir, os efeitos nocivos
dos riscos aos quais os trabalhadores são expostos diariamente.

Segurança do trabalho em foco

O Brasil possui sua legislação específica para orientar profissionais e empresas conhecida como NR (Normas Regulamentadoras). No total existem 37 normas que orientam sobre assuntos aplicáveis a todas as empresas, ou ainda sobre ramos específicos que exigem maiores cuidados.

Após estudos,
chegou-se ao consenso de que há cinco grupo de riscos influenciáveis na
segurança dos ambientes laborais: Físicos, Químicos, Biológicos, Acidente e
Ergonômicos.

Uma vez que cada um
ainda se subdivide em vários riscos específicos com seus limites de tolerância
ou máximas e mínimas de exposição.

Todas essas
especificações fazem com que uma mesma empresa tenha a probabilidade de possuir
todos os cinco grupos em suas atividades laborais. É neste ponto que os
profissionais devem desenvolver uma gestão eficiente.

Gestão
de riscos

O grande desafio é
gerir o controle do todos esses riscos, conforme determinam as normas. Para
isto foi criado o SESMT (Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho) que deve atuar prioritariamente na segurança e saúde dos funcionários.

Empresas que
obrigatoriamente necessitam de um SESMT instalado possuem mais facilidade em integrar
a Gestão da Segurança em sua Gestão normal de trabalho, já empresas que
terceirizam estes serviços ainda possuem certa dificuldade e até receio de
usufruir deste benefício.

Os ideais
pretendidos pela Segurança devem estar diretamente atrelados aos ideais da
empresa. Estes apenas deixam de ser uma obrigação e passam a ser parte
fundamental
do processo a partir do momento em que a cultura da empresa
também busca a qualidade de vida dos trabalhadores através da Segurança do
Trabalho e integram efetivamente na sua gestão.

A utilização de sistemas
de gestão integrados
com a área da Segurança é extremamente benéfica, não
somente pela minimização dos acidentes, mas como também para o bem-estar dos
funcionários.

Um exemplo bem
prático é o ruído: os prevencionistas afirmam que o ruído (barulho ambiente)
para uma exposição de 8h diárias deveria alcançar, no máximo, 80 dB. Para você
ter noção, este ruído é alcançado por muitos modelos de aspiradores de pó!

Agora imagine você
trabalhando todos os dias, sem proteção adequada, com o barulho de um aspirador
de pó, ou até pior?

Além de problemas
físicos a longo prazo, como a perda da audição, ruídos excessivos e prolongados
desencadeiam estresse e outras doenças ocupacionais. E aqui poderíamos citar
vários exemplos para cada risco existente.

Implementar um
sistema de gestão integrado com a Segurança do Trabalho, além de aumentar o
comprometimento e a saúde dos próprios funcionários
, melhora atividades e
recursos internos, aumenta a credibilidade e confiabilidade dos clientes e
passa maior segurança para a comunidade e meio ambiente aos redores.

Por mais difícil
que seja manter um sistema de gestão integrado com a segurança do trabalho em
uma empresa que já possui isso enraizado em sua cultura, é muito pior
implementar e manter em uma empresa que é contrária.

Conscientização
é a palavra-chave

Se há algo
indiscutível na Segurança do Trabalho é a necessidade de conscientizar as
pessoas para alcançar os resultados propostos.

Somente a conscientização,
realizada positivamente através de palestras, workshops, capacitação e exemplos
práticos, pode ser eficaz com empregados e empregadores contrários a gestão da
segurança.

Muitos
profissionais da área acabam desistindo ou desanimando quando se deparam com
locais nos quais vários itens são burlados em prol da lucratividade. Quando a
gestão da segurança é forçada, e não incentivada, os resultados nunca
são atingidos.

Para todos os
profissionais de gestão, conscientizar sempre será a forma mais eficaz de
colocar em prática todas as atividades necessárias para a manutenção do
sistema.

Até breve.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *